O poder não é o bastante

É incrível como na história temos milhares exemplos de povos e indivíduos que se ferraram por, justamente, acharem que eram por si só resolvidos. Foram homens e mulheres que detinham certo poder temporal, mas que declinaram dessa aristocracia, inclusive se machucando um bocado.
Jesus é um bom exemplo de como o poder não basta apenas por si. Sua eventual colocação foi resultado de vários confrontos ideológicos e mudanças de paradigma. Sua “mensagem” foi arrasta pelos cantos do globo por pessoas que nem o conheceram, mas levaram o seu poder às almas do mundo. Em algum momento, pelo relato da bíblia - que fique claro, Jesus chega a se dizer um só com o criador. Já em seu calvário, ele questiona ao Pai por que este o abandonara. Muita gente questiona o poder de Jesus por ele não ter agido energeticamente - já que costumava fazer coisas mirabolantes e inesplicáveis. Por que ele não se soltou da cruz e derrotou a todos, como um X-Men. Inclusive a uma lenda que tenta explicar a traição de Judas como sendo um desespero em relação à dominação romana. Ele esperaria que Jesus, subjugado pelos romanos, iria realmente se revelar o messias e sua espada flamejante iria livrar Israel do jugo estrangeiro.
Cristo tinha muita sabedoria e claro, limitações. Seu papel de libertador não é mero detalhe. Até então o mundo era pautado exclusivamente no poder bruto, literal, da carne, do corpo, da raça. Havia excluídos e excludentes. A mensagem de Jesus nos veio como que um despertar para a obviedade de que não existem privilégios, povos escolhidos, diferenças reais entre cada um que habita a vida. Seu poder transcendeu a matéria e se transformou em algo muito mais sutil e rico. O problema foi que mesmo assim, alguns daqueles que permaneceram após seu desaparecimento, não tiveram cu para sustentar algo tão leve e perene quanto “amai o vosso inimigo” ou “virai a outra face” ou “todos somos irmãos em Deus”. Em compensação, utilizaram de Cristo como um estandarte de dominação e mais tarde, opressão. Milhares de almas foram banidas para o além pelo poder de Jesus, mas não o do Cristo e sim, da instituição ralé que a partir de seu nome falava. Não só a igreja romana, mas todas aquelas que se desenvolveram a partir do mestre e ao invés de praticarem suas qualidades, dominaram as pessoas com um discurso medonho onde o perdão, a dor e a culpa se tornaram símbolos de rendenção. E assim, nossa sociedade foi montada: de forma torta e caótica. O que se diz, não é o que se faz. O que se faz é sempre dentro de algum esquema de compensação, de garantia de resultado, de conservadorismo.
É uma pena que a imagem de Jesus apagou ele da alma de muitas pessoas inteligentes. Se olhassem para ele como sábio, se pudessem entender suas palavras como dicas de sobrevivência em si mesmo e não apenas na coletividade, tenho certeza que seria muito mais fácil aguentar o calvário deste mundo.
Jesus é um bom exemplo de como o poder não basta apenas por si. Sua eventual colocação foi resultado de vários confrontos ideológicos e mudanças de paradigma. Sua “mensagem” foi arrasta pelos cantos do globo por pessoas que nem o conheceram, mas levaram o seu poder às almas do mundo. Em algum momento, pelo relato da bíblia - que fique claro, Jesus chega a se dizer um só com o criador. Já em seu calvário, ele questiona ao Pai por que este o abandonara. Muita gente questiona o poder de Jesus por ele não ter agido energeticamente - já que costumava fazer coisas mirabolantes e inesplicáveis. Por que ele não se soltou da cruz e derrotou a todos, como um X-Men. Inclusive a uma lenda que tenta explicar a traição de Judas como sendo um desespero em relação à dominação romana. Ele esperaria que Jesus, subjugado pelos romanos, iria realmente se revelar o messias e sua espada flamejante iria livrar Israel do jugo estrangeiro.
Cristo tinha muita sabedoria e claro, limitações. Seu papel de libertador não é mero detalhe. Até então o mundo era pautado exclusivamente no poder bruto, literal, da carne, do corpo, da raça. Havia excluídos e excludentes. A mensagem de Jesus nos veio como que um despertar para a obviedade de que não existem privilégios, povos escolhidos, diferenças reais entre cada um que habita a vida. Seu poder transcendeu a matéria e se transformou em algo muito mais sutil e rico. O problema foi que mesmo assim, alguns daqueles que permaneceram após seu desaparecimento, não tiveram cu para sustentar algo tão leve e perene quanto “amai o vosso inimigo” ou “virai a outra face” ou “todos somos irmãos em Deus”. Em compensação, utilizaram de Cristo como um estandarte de dominação e mais tarde, opressão. Milhares de almas foram banidas para o além pelo poder de Jesus, mas não o do Cristo e sim, da instituição ralé que a partir de seu nome falava. Não só a igreja romana, mas todas aquelas que se desenvolveram a partir do mestre e ao invés de praticarem suas qualidades, dominaram as pessoas com um discurso medonho onde o perdão, a dor e a culpa se tornaram símbolos de rendenção. E assim, nossa sociedade foi montada: de forma torta e caótica. O que se diz, não é o que se faz. O que se faz é sempre dentro de algum esquema de compensação, de garantia de resultado, de conservadorismo.
É uma pena que a imagem de Jesus apagou ele da alma de muitas pessoas inteligentes. Se olhassem para ele como sábio, se pudessem entender suas palavras como dicas de sobrevivência em si mesmo e não apenas na coletividade, tenho certeza que seria muito mais fácil aguentar o calvário deste mundo.
Uma das mais ideológicas e simbólicas representações da cultura brasileira é a bandeira de Minas Gerais. Sua confecção se deu sobre influência da busca pela libertação física e política das garras lusitanas. Em volta do triângulo, símbolo que denota tanto o fogo, a criação, como a ascenção, o equilíbrio e a sabedoria, têm-se alguns dizeres: “Libertas quae sera tamen”. Na tradução do latim, “Liberdade antes que tardia”.
Em praticamente todos os lugares onde há gente, há política. Ela é esse jogo que rola por cima e também, por debaixo dos panos. Em nosso país, ela se tornou um termo apropriado para uma classe de pessoas: os políticos. Entretanto, o que há são indivíduos alienados do próprio poder político, pois independente do desejo, do querer, quando se está vivo, se está fazendo política. É assim na sua casa, no trabalho, nos estudos e, principalmente, internamente em nossas negociações mentais, onde a subjetividade também requer manobras de alívio e tensão. Ou seja, esse jogo de amarra-estica, de pega-e-solta, de mostra-esconde, percorre todos os níveis, desde os mais inferiores, passando aos da esfera mídiática - jornais, políticos de carteirinha, personagens de teatro, televisçao, cinema - e chegando a um nível mais elevado onde as coisas acontecem, lá onde costumam enxergar a aristocracia. Todavia este termo não deve ser encarado como uma classificação social. O aristocrata, na verdade, é aquele que, independente do campo de atuação e da forma como atua, está na ponta, vivendo ou enxergando além do que está abaixo ou atrás. Ele consegue vê outras matemáticas que não estão sendo usadas ou mesmo, é o único capaz de manipular habilmente certas ferramentas.