Vallauri/Lenin/Frida

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Casa da Lapa – SP

Uma casa muito bacana, onde 18 artistas dividem o espaço de criação. Vários cômodos estão ocupados com obras e alguns stencils vagam pela casa! Acesse: http://casadalapa.blogspot.com



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Oficina de Stencil na Matilha

A Matilha Cultural é um espaço aberto às artes urbanas. No centro de São Paulo, próximo ao metrô República, é um local onde artistas, entusiastas e iniciantes não só apreciam exposições de graffiti, stencil e outras linguagens contemporâneas, como também,  trocam informações e realizam oficinas. Neste sábado, dia 3 de março, quem ofereceu técnicas – avançadas – para a criação de stencil foi a artista Simone Siss - que está com exposição na casa até o fim do mês. Como muitas pessoas procuraram se inscrever, é bem possível que seja realizada uma nova aula, no próximo sábado, 10. Para mais informações, entre em contato com a Matilha – http://matilhacultural.com.br.

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Feira da Augusta

A Rua Augusta é uma fauna aos fins de semana. Durante os outros dias e sob a luz do sol, as manifestações de artistas públicos se tornam uma espécie de galeria à céu aberto de gostos e expressões.

Um dia ainda irei fazer um inventário sobre essa parte tão peculiar de São Paulo. As imagens abaixo foram feitas em dezembro último e retratam a fauna que por ali vaga.

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Chegando na Pedreira

Depois de alguns anos pesquisando stencil na Internet, com ajuda de amigos e registrando peças em Juiz de Fora, Rio, SP e Buenos Aires, passo agora, uma temporada em São Paulo e logo, quero estar próximo à produção local, aos artistas e entusiastas. Ano passado foi um tempo de produção bastante específica, mas com oportunidades para boas fotos e oficinas para alguns novos companheiros de estrada. Gostaria de aproveitar a estadia para exercitar e aprender novas técnicas e visões sobre a relação da arte e da expressão (política?) da e com a cidade.

Nesta próxima terça, na Matilha Cultural, espaço em SP que apóia e abre oportunidades para exposições e debates sobre street art, irei conferir a abertura da exposição “SISSTEMA”, de Simone Siss.

Segue texto do site da matilha:

Entre os dias 28 de fevereiro e 1º de abril, a Matilha Cultural recebe a primeira exposição individual da paulistana, Simone Sapienza Siss marcando o inicio das atividades expositivas na galeria. Intitulada “SISSTEMA”, a mostra retrata o universo da artista plástica autodidata, que conheceu a arte urbana há dois anos, num curso de stencil. A abertura será durante o tradicional happy hour, Aquecimento Central com os DJs Zinco e Soares e entrada gratuita. Serão doze obras em tamanhos variados e imagens desenvolvidas em diferentes suportes e tamanhos. O material utilizado varia entre mdf, papel, madeiriti, tela, parede e ainda betoneira e toy art.

Algumas peça de Simone:

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Alto*Contraste

O Coletivo Alto*Contraste é formado pelo casal Lee e Lou de São Paulo – confiram o blog da dupla altocontraste-sp.blogspot.com e o vídeo feito pela MTV.

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Memória, Verdad y Justicia

“Memoria, Verdad y Justicia”  35 años del golpe militar genocida

El 24 de marzo de 1976 las Fuerzas Armadas usurparon el gobierno constitucional en la República Argentina por medio de un golpe de estado. Desde ese momento, el régimen militar, que se autodenominó “Proceso de Reorganización Nacional”, llevó adelante una política de terror. La “desaparición”, forma predominante a través de la cual ejerció la represión política, afectó a 30.000 personas de todas las edades y condiciones sociales que fueron sometidas a la privación de su libertad y a la tortura, y entre ellas a centenares de criaturas secuestradas con sus padres o nacidas en los centros clandestinos de detención a donde fueron conducidas las jóvenes embarazadas.  Los niños robados como “botín de guerra” fueron inscriptos como hijos propios por los miembros de las fuerzas de represión, dejados en cualquier lugar, vendidos o abandonados en institutos como seres sin nombre N.N. De esa manera los hicieron desaparecer al anular su identidad, privándolos de vivir con su legítima familia, de todos sus derechos y de su libertad.

Gracias a la lucha de estas mujeres, Abuelas de Plaza de Mayo, Madres de Plaza de Mayo, HIJOS de desaparecidos, familiares de desaparecidos y organizaciones de derechos humanos, hoy se puede estar juzgando a los genocidas… porque se negaron a olvidar cuando estaban obligados a la amnesia colectiva.

Hoy siguen desaparecidas 30.000 personas.
Hoy se están juzgando los genocidas represores caso único en América Latina.
Hoy en día la lucha sigue en pie firme de la mano de estas mujeres caso único en el mundo.

Intervención realizada en La Matanza (Bs As.) para conmemorar la lucha de las madres y abuelas de plaza de mayo en el día que se cumple 35 años del golpe militar genocida.

Nazzareno // Nazza Stncl ///*
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http://www.flickr.com/photos/nazza_stncl

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Buenos Aires Again!

Em 2009, StencilArt visitou a politizada capital Argentina. Agora, dois anos depois, Lúcio Oliveira, enviou para o blog novos registros. Caso você esteja armado com uma câmera. em algum lugar onde exista stencils, envie para o e-mail joaopaulopaes@yahoo.com.br.

  

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Frida atrás da igreja

Muro do Teatro Que Nunca Acaba Carlos Pascoal Magno, em JF.

Utilizo a rua para atrair olhares. Sei que ainda vivemos sob uma ditadura social silenciosa. O preconceito e o tradicionalismo ainda causam muitas feridas no Brasil, principalmente, no interior, ainda mais no de Minas Gerais. As pessoas se espantam, mas tem muita curiosidade.

Enquanto pintava as camisas apareceram três garotos. Um deles queria saber quanto cobrava para colocar um nome na camisa dele do Chelsea. Os outros dois percebi que estavam mais interessados no processo que ocorria ali, naquele momento. Ofereci a lata e a máscara ao pequeno botafoguense que logo aceitou e partiu para o muro. Seu dedo ainda virgem desse tipo de lata apertou com vontade esse tipo outro de subversão. É verdade que o “Sementinha” (do mal, como diria seus colegas) acabou borrando o desenho da Frida, todavia tenho pra mim que esse tipo de experiência não só fica no sujeito, como pode construir um caminho diferente. Espero poder, ainda esse ano, estar próximo à comunidades com zonas de tensão e levar um pouco de consciência e arte, apontando a esses garotos a necessidade sim, de se adquirir identidade, mas não pela violência nem pela submissão!

Vamos tomar as ruas!!!

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Fridas em JF

A fonte – Marcel Duchamp | Frida Khalo

Prida y Frida

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Elvis na Camisa

Alguns alunos pediram ajuda para a confecção de stencils para camisas! Esse é o Elvis – ganhei uma! Tem a Marilyn também… o motivo é a pop art!

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Frida Exp 0001

No preparo para voltar às ruas, um teste no papel pardo para melhorar a técnica.

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Um mundo perecível – Un monde périssable – A perishable world

Depois de muito tempo pensando no que fazer, cheguei a conclusão de que a arte não necessariamente deve ser pensada. Nem tudo (ou quase nada) está no consciente. O que há por trás de nossos atos são mensagens do que somos, do que queremos, do que sonhamos. O Inconsciente deve ser visto como algo positivo e engrandecedor, não um mistério que nos assola e nos deixa enlouquecer. E dessa forma eu aprendi que enquanto recalcamos nosso movimento – simplesmente não fazendo por que não sabemos o que exatemente fazer – deixamos de participar de nosso próprio mundo, daquilo que está em nossa essência e liga cada ponto da existência. “Fazer”, por si mesmo, já é uma porta que se abre em sua mente para o que nela está estocado, a procura de vazão.

Vivemos em uma sociedade que se apresenta descartável. Ao mesmo tempo, e em paradoxo, pelo excesso de racionalização, qualquer trabalho de foro íntimo é realizado com o intuito de perpetuação. Todavia, o que oferecemos em nossas intervenções urbanas são imagens que se tornam perecíveis à medida em que outros não a querem mais ali, naquele espaço urbano coletivo. Para tanto, tive que atravessar algumas etapas, inclusive de desapego à obra. Primeiramente, grafitei em muros e outros elementos da paisagem urbana usando a máscara de stencil como meio de realização e o concreto e/ou outro suporte, como participante do trabalho, afinal, sua textura e coloração influciavam diretamente no contraste da imagem ali apresentada. Apesar da satisfação em trazer ao meio externo uma vontade interna, realizando este movimento catártico, não concordo com a depredação do patrimônio alheio, não que eu acredite haver um patrimônio, mas há a necessidade de que se preserve a ordem em determinadas circusntâncias e níveis. Assim, passei a utilizar como suporte folhas velhas de jornal. Esse novo meio, além de alimentar minha vontade em não agredir deveras a razão daqueles que possuem os muros (pois ao colar o jornal, a imagem não fica impressa diretamente no concreto ou no material do lugar), ainda me serve de metáfora sobre o meio urbano e o meio de comunicação de massa jornal. Suas notícias, fotos e publicidades têm relação direta com a vida nas cidades e essa relação é refeita ao se aplicar a imagem de stencil e retornar os fatos (que “saíram” da cidade), para os muros.

Hoje, estamos em nossa terceira etapa. Substituímos o jornal, pois ele dificulta o contraste, por um papel branco. Não coloco muitas dificuldades para que as obras sejam retiradas, por que nosso objetivo primeiro é fazer e o segundo é observar a perecividade da vida, uma verdade universal e irremediável nesse nível de existência.

 

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Uma (Des)construção coletiva

No imaginário, onde tudo é coletivo e individual ao mesmo tempo, construir e destruir fazem parte da mesma raiz. A minha construção começou com o Zico, uma máscara feita da fantasia cultural futebolística e da ânsia de se criar, recriar, virar referência. Em uma das minhas primeiras passagens pela cidade, armado com o spray e a máscara do Zico, defrontei-me com uma construção incabada que todos os dias assola a minha vida. Ali mesmo, resolvi deixar minha marca anônima. Algumas semanas depois, como passo sempre pelo local, para minha surpresa, outras mãos, outra mente, adaptou a minha viagem à própria. Desconfio que tenha visto em Zico, Che Guevara e além de vestí-lo ao modo Rage Against the Machine, inseriu frases de cunho ideológicas na boca do Zico. Segue o resultado dessa história que nunca chegará.


 

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TIBET LIVRE

A quem pertence o mundo? A quem pertence a terra e a consciência?
Que Deus nos livre da ignorância e que seja rápido!

O Tibet nunca deixou de ser livre. Aprisionados são aqueles que o acossam.

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Na Penumbra se fez a Luz

Um velho ditado oriental conta que do lodo mais sujo, surge a mais exuberante e bela Flor de Lótus. As ruas da cidade encontram-se há muito abandonadas, sujeitas à falta de educação endêmica de nossa cultura. Ao mesmo tempo, esperamos que o Estado, portanto a prefeitura, interfira nessa condição e nos conduza em um ambiente esteticamente sadio. Porém, está mais que na cara e agora, nas barras da prisão, que o poder público “escolhido” por nós, está mais interessado em promover a autoajuda do que em pensar soluções para aqueles que o elegeram. Dessa forma, podemos justificar o caos e o desconforto que algumas paisagens urbanas podem causar em seus concidadãos.
Além dessa ingenuidade e covardia de ambas as partes – de quem espera e de quem não faz, existem outros fatores inerentes às vicissitudes sofridas pela sociedade que fazem as flores de lótus surgirem em muros, ruas e avenidas. A velocidade descomunal, os compromissos e a eficiência produtiva-financeira nos colocam mentalmente uma barreira estética em relação às ruas e àqueles que estão nela, descalços de automóveis, transporte público e outros veículos. O olhar das pessoas se centra nas coisas. Ou seja, sua atenção é nos carros, nas motos, nos sinais, aflitos para continuarem o caminho e, por isso, esquecem do que há na urbe. Todavia quando um personagem anônimo da coletividade vem e modifica a paisagem, o desconforto do diferente não consegue provocar a natural indiferênça com as peças do mobiliário urbano. Muitos, inclusive, se revoltam, ficam indignados e culpam a juventude. Mas os mesmos não conseguem enxergar que a verdade é que são eles próprios, aqueles que desolaram a comunidade com os interesses pessoais sobretudo e que, obssessivamente, constroem o mesmo caminho paralisante e repetidor, que são os responsáveis pelo caos e sujeira acumulado. E vamos além, essas mesmas mensagens, alocadas em locais diversificados do habitual, são elas que provocam o olhar, o senso estético, a própria vontade de mudança. E é por isso que evocamos a deusa perecividade, é Shiva a nossa rainha que nos conduz e avisa:
Nada é permanente, tudo é impermanente. Há espaço para mudança e há força para tal. A potência vem de dois lados: de um é racional, consciente, faz parte do exército da criação interna, reflexiva e de outro, inconsciente, devastador, natural, são as forças da natureza agindo sobre o nosso estado, sobre a nossa pequinez. O que nos basta é fazer a escolha: transmutamos com nossas forças ou esperamos que as forças externas façam sua devastação?
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A Política

Em praticamente todos os lugares onde há gente, há política. Ela é esse jogo que rola por cima e também, por debaixo dos panos. Em nosso país, ela se tornou um termo apropriado para uma classe de pessoas: os políticos. Entretanto, o que há são indivíduos alienados do próprio poder político, pois independente do desejo, do querer, quando se está vivo, se está fazendo política. É assim na sua casa, no trabalho, nos estudos e, principalmente, internamente em nossas negociações mentais, onde a subjetividade também requer manobras de alívio e tensão. Ou seja, esse jogo de amarra-estica, de pega-e-solta, de mostra-esconde, percorre todos os níveis, desde os mais inferiores, passando aos da esfera mídiática – jornais, políticos de carteirinha, personagens de teatro, televisçao, cinema – e chegando a um nível mais elevado onde as coisas acontecem, lá onde costumam enxergar a aristocracia. Todavia este termo não deve ser encarado como uma classificação social. O aristocrata, na verdade, é aquele que, independente do campo de atuação e da forma como atua, está na ponta, vivendo ou enxergando além do que está abaixo ou atrás. Ele consegue vê outras matemáticas que não estão sendo usadas ou mesmo, é o único capaz de manipular habilmente certas ferramentas.
Na América Latina há um espírito político que cobre seus cidadãos, porém existem locais e locais. Se na Argentina e em países de origem hispânica a preocupação com a política do estado faz com que pessoas insiram suas subjetividades na trama urbana de modo a questionar o estabelecido, aqui no Brasil, a política é inconsciente, é feita entre o autor e si mesmo, ou entre um desconhecido e uma multidão de sem rostos. Os temas escolhidos por aqui têm um que mais artístico, menos ideológico. Lá há também muita arte feita nos muros das cidades, porém, uma gama maior do que é realizado tem propósito de inserir na coletividade temas sociais, econômicos e políticos (aquele do nível de Estado). Entretanto, o que se reconhece como identico é uma certa iconografia que busca retratar signos comuns às pessoas, tanto autores, quanto indivíduos que são afetados por estas imagens.


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Libertas que será libertado

Uma das mais ideológicas e simbólicas representações da cultura brasileira é a bandeira de Minas Gerais. Sua confecção se deu sobre influência da busca pela libertação física e política das garras lusitanas. Em volta do triângulo, símbolo que denota tanto o fogo, a criação, como a ascenção, o equilíbrio e a sabedoria, têm-se alguns dizeres: “Libertas quae sera tamen”. Na tradução do latim, “Liberdade antes que tardia”.
Todavia, gostaria de usar e sempre o li como a frase título deste post – Libertas que será libertado. Dar a oportunidade da escolha de caminhos é a solução para o nosso próprio caminhar. É difícil conseguir romper com uma tradição instintual de negação da liberdade, mas atualmente, não há muito o que fazer em relação a isso. Quando há conflito nesse âmbito, existem machucados. É o pai, o filho, o patrão, o empregado, a escola e o aluno, de uma forma ou de outra, cada um em sua radicalidade sai ferido nessa história de buscar/negar liberdade.
Por que será que é tão difícil controlar/satisfazer o desejo de todos esses pares? Cada um deve ter a sua opinião, mas pelo menos em um dos pontos foi Nietzstche que alertou ao ocidente: não há valor! Valorar o que, se tudo é relativo, transitório, perecível? Não adianta despejar valores fingindo que são eles os corretos; não adianta mais julgar os valores dos outros, pois os seus são os corretos somente para si.
Tudo aquilo que montou o Século XX está em radical subversão. Os locais de confinamento perdem seu valor disciplinador: escola, exército, fábrica. Mesmo sob leis desses lugares, o indivíduo já pode enxergar sua liberdade além daqueles muros. A família passa a perecer e a escolha por companheiros, confrades, associados se torna uma opção ao antigo jogo denominado “Complexo de Édipo”. Pai, mãe, filho, isso são POSIÇÕES e cada um ocupa em seu tempo e espaço, não necessariamente permanecendo nelas ad infinitum.
E tudo tem a ver com essa tal liberdade. Por exemplo, na foto que abre esta mensagem. Alguém teve o trabalho e gastou seu dinheiro comprando material para realizar seu desejo de intervir no ambiente urbano. Porém, outras pessoas ou uma só, também o quis interferir e usando as unhas e a força, dilacerou o trabalho que o primeiro levou certo tempo para bolar e executar. Na versão anterior, haveria indignação e mesmo uma tentativa de se perseguir àquele (s) que infrigiram a liberdade do artista. A questão é que nesta obra exposta ao meio público, o fazedor dela tem que estar ciente desta liberdade anônima e com isto, contar com sua força também. Assim, se antes se negava a destruição, o negativo das coisas, o ponto contrário e oposto à criação, à construção, agora, no tempo da neutralidade, da casualidade e da transformática tudo o que ocorre é lucro, pois todos os pequenos pontos constroem o caminho e o que realmente vale é o caminhar das coisas. Não vale mais brigar pelas coisas, se fazer antagônico à direção. Muito pelo contrário, se a força vem na sua reta, entra nela e pega carona, parar no peito é loucura!
Não existem mais fronteiras localizadas, muito menos poições, o que há são formações de coisas em trânsito, movimentando-se em todos os sentidos e direções. Por isso, ter que exigir a liberdade é uma loucura, um retrocesso. E apesar dessa perda, ainda existem muitas partes da sociedade que se vê à mercê de módulo antiquado que cercea a livre escolha e o direito de ir e vir. Ela é o meio, é o caminho. Negá-la é como viver antes da invenção do fogo, por isso aproveitem o país que vivem, por que nos outros cantos desse planeta, muitas das questões de liberdade estão ligadas às coisas do tipo religião, dinheiro, posição social etc etc. Aqui, pelo jeito, o maior problema é a maconha, talvez. Uma pena, por que parece claro o quanto o proibir causa estragos sociais e morais em nossa sociedade do fingimento. Por que, na verdade, quem usa, usa mesmo e tem um ou outro contratempo. Mas quem se ferra é a sociedade que se vê na mão do tráfico. Tanto os que consomem, quanto os que choram pelo consumo são vítimas da mesma ignorância. Afinal, se as pessoas desejam e isso é fato, e a maneira de negociar esse desejo é apenas através do ilícito, do ilegal, elas vão atrás do seu desejo onde for. Como o governo não tem colhões para assumir essa questão, muitas famílias são abaladas pela desinformação e pelo medo. Quantos foram os pais que acharam que seus filhos estavam perdidos por causa das drogas? E quantos foram os filhos que se perderam por causa do tráfico?

 

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O poder não é o bastante


É incrível como na história temos milhares exemplos de povos e indivíduos que se ferraram por, justamente, acharem que eram por si só resolvidos. Foram homens e mulheres que detinham certo poder temporal, mas que declinaram dessa aristocracia, inclusive se machucando um bocado.
Jesus é um bom exemplo de como o poder não basta apenas por si. Sua eventual colocação foi resultado de vários confrontos ideológicos e mudanças de paradigma. Sua “mensagem” foi arrasta pelos cantos do globo por pessoas que nem o conheceram, mas levaram o seu poder às almas do mundo. Em algum momento, pelo relato da bíblia – que fique claro, Jesus chega a se dizer um só com o criador. Já em seu calvário, ele questiona ao Pai por que este o abandonara. Muita gente questiona o poder de Jesus por ele não ter agido energeticamente – já que costumava fazer coisas mirabolantes e inesplicáveis. Por que ele não se soltou da cruz e derrotou a todos, como um X-Men. Inclusive a uma lenda que tenta explicar a traição de Judas como sendo um desespero em relação à dominação romana. Ele esperaria que Jesus, subjugado pelos romanos, iria realmente se revelar o messias e sua espada flamejante iria livrar Israel do jugo estrangeiro.
Cristo tinha muita sabedoria e claro, limitações. Seu papel de libertador não é mero detalhe. Até então o mundo era pautado exclusivamente no poder bruto, literal, da carne, do corpo, da raça. Havia excluídos e excludentes. A mensagem de Jesus nos veio como que um despertar para a obviedade de que não existem privilégios, povos escolhidos, diferenças reais entre cada um que habita a vida. Seu poder transcendeu a matéria e se transformou em algo muito mais sutil e rico. O problema foi que mesmo assim, alguns daqueles que permaneceram após seu desaparecimento, não tiveram cu para sustentar algo tão leve e perene quanto “amai o vosso inimigo” ou “virai a outra face” ou “todos somos irmãos em Deus”. Em compensação, utilizaram de Cristo como um estandarte de dominação e mais tarde, opressão. Milhares de almas foram banidas para o além pelo poder de Jesus, mas não o do Cristo e sim, da instituição ralé que a partir de seu nome falava. Não só a igreja romana, mas todas aquelas que se desenvolveram a partir do mestre e ao invés de praticarem suas qualidades, dominaram as pessoas com um discurso medonho onde o perdão, a dor e a culpa se tornaram símbolos de rendenção. E assim, nossa sociedade foi montada: de forma torta e caótica. O que se diz, não é o que se faz. O que se faz é sempre dentro de algum esquema de compensação, de garantia de resultado, de conservadorismo.
É uma pena que a imagem de Jesus apagou ele da alma de muitas pessoas inteligentes. Se olhassem para ele como sábio, se pudessem entender suas palavras como dicas de sobrevivência em si mesmo e não apenas na coletividade, tenho certeza que seria muito mais fácil aguentar o calvário deste mundo.
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O triste fim de um palhaço esquecido



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Onde está a sujeira?

Em um livro intitulado “Mal-Estar na civilização”, Sigmund Freud aponta para um princípio chamado de REALIDADE. Ele ocorre quando percebemos que existe diferença entre a nossa parte interna, o que ele denominou EGO, e o que há fora – os outros, a sociedade, as ruas. Entretanto, o estudo psicanalítico aponta para uma ligação imanente (sem espaço ou dicotomia) entre o dentro e o externo. A nossa consciência seria a ponte para a passagem de um lugar ao outro. A partir dela, conseguimos distinguir o que habita nosso interior e o que os sentidos sentem do lado de fora.
Seguindo esta linha, temos também um outro apontamento que sugere um espelhamento do dentro com o fora. Ou seja, nós acabamos por reproduzir à nossa volta o que está sendo sentido, pensado, armado por dentro. De uma forma bastante simples e que não deve ser utilizada como regra, se temos um quarto sujo, bagunçado, desleixado, isso pode estar dizendo muito do que somos ou do que estamos vivendo neste momento.
Com a urbanidade ocorre algo parecido. Os movimentos de exteriorização do que há dentro, estão diretamente ligados ao que vivemos hoje em dia na sociedade. Se há sujeira nas ruas é por que o nosso corpo de cidadãos não enxerga limpeza nas administrações públicas. Não necessariamente aquele tipo de limpeza com vassoura e carrinho, mas sim, nas questões ligadas à moral e ao exercício do bem público para a comunidade.
Ao mesmo tempo, por mais que haja uma certa distância – a princípio – entre o mundo virtual e a cidade, ambos são ambientes que vivem um novo momento: a sociedade da informação. É a comunicação dos fatos, dos acontecimentos, dos sentimentos, dos pensamentos que influenciam tanto um quanto outro meio. Se algo ocorre na cidade, pode muito bem ser replicado na WEB. Da mesma forma, o movimento contrário. E assim, a intervenção pública, algo que sempre foi discretamente praticada com um senso de protesto, contestação política ou mesmo, arruaça, passa hoje a ter seu sentido mais esclarecido, como uma vontade do cidadão de interferir no meio público, como forma de manifestar a sua expressão individual e também, sua parcela de contribuição para o bem comum.
Esse movimento é mundial, globalizado, ocorrendo em todos os cantos do planeta, principalmente, nas grandes cidades. O usuário toma como referência os muros grafitados em outros locais e passa a intervir em sua própria comunidade, ligando ainda mais a sociedade de informação, transformando a teia urbana em uma só conjugação. Tóqui, Roma, Madrid, São Paulo se parecem mais hoje em dia, muito mais pelos graffitis e intervenções do que necessariamente, por seus prédios comerciais, suas ruas abarrotadas de gentes ocupadas e trânsito enlouquecedor.

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Desterritorializando

A imagem que segue é reconhecida por poucos, mas estes não fazem parte de um segmento qualquer, que esteja localizado em qualquer parte do globo. Esta imagem foi criada por um brasileiro. Ele participa de comunidades virtuais e a distribui para vários membros, seus contatos. Estes estão espalhados por várias partes do mundo. Eles então, pegam esta imagem e interferem em suas comunidades. Tiram fotos e a enviam ao autor aqui no Brasil. Por fim, o criador de tal imagem, posta a foto de sua criação espalhada por várias cidades e locais a redor do mundo.
No caso dessa imagem, muito mais modesto foi o seu caminho. Em um dia qualquer, o autor encontrou com um desconhecido em uma praça pública. Eles se identificaram por que um colava seus sticks e outro reproduzia stencils na mesma praça. Por mais que fossem técnicas diversas, ambas se encontram na contemporaneidade e na possibilidade de intervir na paisagem urbana. Um ficou com o stencil e outro com stick. Cada um levou ao seu nicho o trabalho do outro e se deu assim, a rede.

Stick colado na porta de armário de uma academia de ginástica (Juiz de Fora – MG)

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É arte apenas

Já que escolhemos viver em sociedade, corremos o risco de ver nossos desejos julgados o tempo inteiro pela mente alheia. Entretanto, esse julgamento, classificando tudo como bem ou mal, também está presente em nós. Algo como um Superego que nos atormenta dizendo que estamos errados, que iremos sofrer as consequências de nossos atos. Isso nos introjeta a paranóia e o bloqueio para agir. Dessa forma, não conseguimos nem pensar em outras possibilidades de interferência e atuação dentro de nossa sociedade. Assim, continuamos acordando todos os dias e indo para o trabalho aparentemente insatisfeitos com o salários, porém verdadeiramente putos com a própria neurose que nos impede de sair do esquema.
A arte é diametralmente oposta a esse bloqueio. Ela até vive de tormentos e dúvidas, mas acontece a partir da liberação criativa. A liberdade só é impedida pela técnica, sua falta, principalmente. Pois o artista, esse sim, vive dos olhos dos que julgam. A criação alimenta um átimo do criador, mas sua repercursão preenche o resto. Ao se interagir com a sociedade através da arte, o sentido transgressor e comunicativo precisa se evidenciar e nesse momento, a técnica pode muito bem ajudar. Aquele que busca ter seus pontos de vistas vislumbrados, necessita encontrar a técnica pela qual sua expressão vai fluir de si para os outros. Raro aquele que se alimenta apenas do haver de sua produção, desse encontro com o vazio. Há sempre um retorno a angústia que bate quando a crítica aparece. Todavia a técnica não pode mais estar engessada e a serviço apenas da razão. O inesperado e o inconsciente também trazem recursos necessários para se aprimorar a ação. É um instrumento, um ângulo, um tempo, são várias as ferramentas que levam ao acaso.
Entretanto, no caso de ações de arte pública, a técnica não está no como desenhar sobre um muro, mas em escolher qual muro, qual pedaço do muro. Em qual esquina estará sua intervenção, quem serão aqueles afetados, são questões técnicas tão importantes quanto qual suporte, qual tinta, qual traço será usado para executar a obra. No caso de uma intervenção urbana, com intenções de interagir com anônimos, a intuição irá dizer muito o que fazer e pensar no que será feito, também ajudará muito no desenvolvimento de qualquer ação.

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Stencil é arte?

O que se vê nas ruas é vandalismo. O que se vê na sala de jantar é arte!
Talvez seja isso o que eles pensam. Mal sabem que quem decide a obra é o autor, não quem observa. Têm aqueles que faz por fazer, têm aqueles que possuem consciência artística e ainda aqueles que querem aparecer ou se descobrir. Há muitos artistas inconscientes e vândalos despertados. O que nos falta é que um e outro possa entender o valor de se fazer arte nos dias atuais, altamente pragmáticos e racionais.
Uma pena que tudo deva ter um valor monetário. Essa é a regra.

 

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Coletivo Espontâneo

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Stencil é política II

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Atualizando

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Zico & Hendrix

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Macacos & Diamantes

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Coletivo + Obama

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O olho que tudo vê

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Rá, rá, ráááá!!!!

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War Stencils

Dando um tempo na produção local, imagens garimpadas em várias partes do mundo com o tema guerras – vários tipos delas!
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Monalisa e Banksy

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+ Banksy e otras cosas

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Resistência

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Pérolas do Google Images

Para encontrar boas referências de Stencil por aí, basta ir na página de imagens do Google e procurar por “stencil graffiti”, muitas coisas interessantes irão surgir.

Banksy – genial!

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Stencils Brasileiros

Imagens garimpadas no site Stencil Brasil – http://www.stencilbrasil.com.br

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Primeiro Banksy, animais e depois o resto

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Stencil Twitter

Créditos – http://www.questionmarc.co.uk/content/twitter/

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Dedicated Post! – To My vieW

My vieW is a blog – http://marcozna.wordpress.com/
Querendo mais – acesse! Go! – My vieW
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A granada perfume!
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Querendo mais – acesse! Go To My View

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DuncanCumming

Referências de Stencil de um dos melhores sites que vi até hoje – http://www.duncancumming.co.uk/

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Máquinas e Aparelhos

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Buenos Aires Stencil

A capital argentina é uma das mais proeminentes produtoras de Graffiti das Américas.
O site http://www.bsasstencil.org/ tem um ótimo acervo e excelentes imagens. Seguem algumas:

Acesse bs.as.stncl

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Onde faço meus rascunhos

Rua Dr. Romualdo – entre Av. Independência e a Cândido Tostes – Juiz de Fora – MG (Brasa)

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LatinoamericaStencil!!!

Conjunto de trabalhos em países da América do Sul.
Links referências:
Run Dont Walk (ARG)
Stencil Valparaíso (CHILE)
Cucusita Stencil (ARG)
Snatch (AFR. DO SUL – Excessão!!)
StencilLand (ARG)

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Stencil em JF – novas formas!

Na Semama de Arquitetura do CES, organizada pelo CA de Arquitetura e Urbanismo, o stencil também esteve presente em uma oficina oferecida por André Castanheira.
Os trabalhos indicam escolhas estéticas como o POP e a street art. Stencil é a união de vários fatores, dois parecem sempre estar presentes:  a aparente simplicidade da márcara esconde um resutado bastante interessante, principalmente quando bem conjulgado na moldura urbana. O segundo fator recorrente são os objetos. Quase sempre são ícones culturais, tanto pops, quanto contraculturais, mas que hoje, artistas cultuados pelo universo indie se tornaram algo próximo do pop, tipo um pop de esquerda, um pessoal que curte o intelecto, busca conscientização e consome bens culturais como informações, filmes, MTV, web etc.

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Por falar em oficina

Estas são fotos tiradas durante o curso sobre Guerrilha – Junho/2008

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Buenos Aires Atack!

EXCLUSIVO: StencilArt foi à Buenos Aires conferir a produção local de Stencils.
Na capital portenha foi possível entender todo aquele papo de que los hermanos são mais engajados, cultos e valorizam muito a participação comunitária. Como este espaço pretende ser um grande arquivo de Stencil e outras manifestações urbanas, se alguém quiser ler sobre outras impressões da principal cidade da Argentina, clique aqui.
Nesta sessão serão disponibilizadas algumas das obras encontradas em diversos bairros de BA – La Boca, Centro, San Telmo, Pallermo – Soho/Viejo, Ricoleta.
A principal diferença notada entre a pintura de BA e a produção em Juiz de Fora – MG (base territorial de StencilArt) foi a questão do engajamento e o conteúdo das mensagens. Muito mais do que ícones pops, o stencil de BA sempre diz alguma coisa, ora uma reflexão filosófica, um imperativo político e outras questões relacionadas à liberdade cívil e o descontentamento social.
Para aqueles que queiram conferir outras fotos de Buenos Aires, clique aqui.
Esta é a primeira parte, em breve, novas de Buenos!

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La Boca

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Questões portenhas

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Conheçam o fabuloso IZOLAG

Rio de Janeiro
Link para o Flickr de IZOLAG

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Stencil em Portugal

Stencilart esteve em Portugal com Pedro Thompson e da terrinha vieram algumas peças interessantes.

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Mídias e Corrida da Fogueira

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Rita Hayworth e São Mateus

Nos últimos tempos, o Blog Stencilart tem presenciado três exemplos de manifestações (e experiências) positivas do Stencil na Urbe. A primeira delas é a participação de pessoas que não conheciam a técnica, mas se interessam e querem aprender a se expressar através dela. Nas imagens abaixo temos a participação de nossa querida Rita Lírio, executiva de contas em São Paulo da agência Biruta Mídias Mirabolantes. A nova guerrilheira executou com primazia a máscara da inesquecível Rita Hayworth (que realmente se parece com a homônima Lírio), não apenas no traço, mas na gana de grafitá-la na rua.

Outro fator digno de comentários é a produção em São Mateus, bairro de classe média em Juiz de Fora (MG). O Stencil está ligado à sociedade de infromação, com recursos e conhecimentos buscados não só nas ruas, mas também na Internet. Portanto, é também uma arte praticada também por camadas com acesso às informações e tecnologias. Seguem alguns exemplos da proliferação do Stencil em São Mateus.

E por fim, o terceiro fator interessante e talvez o principal é a ação, catalogação e convergência entre real e virtual. A produção, além de estar se intensificando, encontra espaço na rede para se proliferar por onde for. Quem quiser acompanhar o movimento pode acessar a blogs como este, criar as próprias máscaras, copiar as que aqui já existem e além disso, registrar o próprio trabalho e o de anônimos, compartilhando com os outros usuários esta intensa e significativa manifestação urbana contemporânea e global.

VIVA LA EVOLUCIÓN!!!

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Visitando o CENTRO

Algum dia experimente olhar a cidade com mais atenção aos detalhes. É possível encontrar boas imagens de intervenção urbana. O interessante é pensar que qualquer coisa que for é também uma intervenção humana na natureza. Quando tiver oportunidade, visualize pelo Google Earth, ou observe em viagens, o quanto “nossa” intervenção é ínfima e insginificante diante à totalidade da natureza. Entretanto, ao que parece, mesmo nessa pequena participação territorial, a inteligência (e ignorância) humana consegue atuar sobre a maior parte desta área.

Na cidade, a relação é parecida. O indivíduo opera como se fosse um componente qualquer da massa. Um ponto insignificante que não consegue se perceber totalmente como agente social A individualidade não é requerida por características artísticas, intelectuais, de caráter, e sim, através de números e nomes que compõem uma lista de dados. Somos qualquer um, qualquer número na fila de outros tantos números. Todavia, o espírito do homem não se convence facilmente desta máxima na qual insiste a cultura. Por isso, brinca sobre a cidade pintando mensagens para expressar ora a sua satisfação, ora insatisfação, sendo racional e indiferente, agressivo ou inclusivo.

Mas o mais interessante disso tudo é perceber a cidade como criação coletiva do homem em parceriacom a Terra e suas qualidades. Ela também é feita de natureza, o que compõe suas ruas e praças são criações suas, manipuladas pela inteligência, por isso, a natureza da cidade é um pouco misturada com a humana e suas máquinas, crenças, burocracias, hierarquias, finanças, controles, agressividades

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+ JF

Mais alguns trabalhos espalhados por Juiz de Fora. Destaque para o mais artístico, estético até hoje encontrado nas ruas: Buena Crew… digno de uma parede de qualquer casa com bom gosto!!!

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Reload

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Nazzareno Stencil

Recebemos estas imagens por e-mail:



Nota publicada en Wooster Colective.

Soy NAZZA  (los que ya me conocen sabrán) soy del oeste de Buenos Aires- Argentina lugar llamado “La Matanza  nombre dado por la masacre aborigen que se dio en este lugar por 1890.

En homenaje a esto y para reivindicar a los pueblos originarios de América hice este proyecto con el fin de no olvidar y valorar nuestras raíces.

 Y en uno de los viajes que hice por Europa decidí hacer plantillas (stencil) del rey Juan Carlos y la reina Isabel de España en la costa de Barcelona (muy cerca del monumento que tiene Colon) siendo la reina clavada por flechas y el rey Juan Carlos decapitado (como se ven en las fotos).

 A la vuelta ya estaba pensado el resto de lo que seria este proyecto o la obra terminada, que consistía en que los aborígenes estén pintados por “La Matanza” (Argentina), cada cual con el elemento de ataque que dieron a estos representantes de la nobleza “sangre azul” española causante de tanta muertes de los aborígenes de América y en este punto hago una aclaración que trato de no llamarlos Indios porque el nombre es por un error geográfico de Colon porque pensó que había descubierto India; y mucho mas lindo es llamarlo pueblos naturales o aborígenes.

Todo esto lo planteo en el marco de que estamos entrando en el Bicentenario de la patria; patria que se hizo a fuerza de genocidios contra nuestros pueblos originarios de ahí este proyecto para recuperar la memoria, no olvidar y valorar a los verdaderos herederos de la tierra, por esta razones lo comparto con todos.

Saludos


Nazzareno Stencil // Nazza S/

Flickr do Nazza

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Possíveis futuros Stencils

tom-ze

stencilmoto

Print

peluda

margarida

lispector

leminsky

bezerra

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Stencionando SP’ 10

Atuações e recortes!

Nativo!

spste01

A maior cidade da América do Sul é muito grande e variada e igual. É uma cidade e está em obras para as eleições, por isso, bastante limpinha por fora e beat por dentro. O melhor de tudo é ser turista em São Paulo e mesmo assim, é possível entender o sono e a insatisfação da convivência silenciosa e obrigatória do metrô.

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Stencionando SP´10 II

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Stencionando SP´10 III

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Expo Stencil no Rio

Nazzi já frequentou este espaço em setembro. Agora o Hermano irá pousar em nossas terras calientes para um exposição em plena cidade maravilhosa. Mais informações no site da HomeGrowRio.

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Passando o carnaval em Sampa

Nosso nobre e oficial colaborador @thum deixou a alegria do carnaval mineiro e foi passear pela paulicéia ao lado das Novas Tecnologias de Comunicação e Informação (NTCI).

Ao invés de desfilar na avenida, Thum recolheu imagens para este virtual departamento. Ele já havia estado em Lisboa e da terrinha trouxe estas aqui oh, páH!

STENCIONANDO SP´10 – by @thum

As próximas são de uma exposição que aconteceu no MASP, em fevereiro.

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Frida Kahlo´s Day

My MUSA, thanks!

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Voltado às ruas

Hoje, 21 de fevereiro, retomo minha vida como agitador das ruas virtuais!
Inicio projeto on e off!

 

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